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No Quadro de sua Visita ao IIAM

Ministro da Agricultura Lança Vídeo da Mandioca

Ministro da Agricultura Lança Vídeo da Mandioca

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), recebeu no passado dia 20 de Março, a visita do Ministro da Agricultura, Soares Nhaca. A visita do Ministro da Agricultura á Sede do IIAM, em Maputo, foi acompanhada por quadros internos do IIAM a vários níves, tendo registado uma forte presença dos representantes dos Centros Internacionais de Pesquisa tais como o ICRISAT, CIP, IITA, ILRI e IRRI. Estiveram ainda presents representantes do COMPETE, um fundo competitive de investigação financiado pela USAID.

Este evento revestiu-se de particular importancia, na medida em que o Ministro da Agricultura procedeu ao lançamento official do primeiro vídeograma técnico do IIAM, intitulado “Mandioca: Cultivo, Processamento e Utilização em Moçambique”.

Este video tem como conteúdo a agrotecnia da Mandioca, uma importante cultura alimentar em Moçambique e divide-se por temas tais como: a preparação e adubação do solo, época de plantio, espaçamento no plantio, a escolha de variedades e as principais doenças e pragas da cultura. O video abrange também a componente do aproveitamento da mandioca na produção de farinha, amido para produção de glucose, maltose, fermento, álcool etílico, entre outros usos. Oferece ainda subsídios atinentes a utilização da mandioca, onde a parte aérea da planta (folhas) pode ser utilizada para a alimentação humana, como também para a alimentação animal em forma de silage, ou o aproveitamento do tubérculo em cru após picagem. As raízes da mandioca (parte subterrânea) também são utilizadas na alimentação humana em crú ou após cozedura, podendo o seu uso ser diversificado após o respectivo agro-processamento acima referido.

No seu discurso de lançamento do Vídeograma, o Ministro Soares Nhaca referiu que “Este vídeograma sobre a mandioca reveste-se de importância particular nos esforços que o MINAG tem estado a envidar para a promoção de boas práticas agrícolas aos produtores, em que a Investigação joga papel fundamental. Estes instrumentos de disseminação tecnológica devem continuar a ser produzidos e e devem ser disponibilizados a todos os extensionistas do País.» Afim de melhor inteirar das actividades desenvolvidas pelo IIAM, o Ministro da Agricultura visitou o Laboratório de Solos, o Laboratório de Cultura de Tecidos e a Estufa de aclimatização de plantas onde apreciou os diferentes «clones» de batata doce e batata comum, um trabalho desenvolvido entre o IIAM e o CIP (Centro Internacional de Batata).

No fim da sua visita ao IIAM, o Ministro da Agricultura, dirigindo-se aos investigadores apelou a que os resultados de investigação fossem traduzidos em conhecimento e tecnologias melhoradas nas mãos dos produtores agrários do nosso País. Para Soares Nhaca, não se justifica a fome num País rico como Moçambique, em que associado a um bom potencial agrícola, se conta com técnicos agrários moçambicanos, formados aos mais altos níveis em Universidades de todo o mundo, normalmente com excelentes resultados académicos dos quais os investigadores são um bom exemplo. O Ministro reconheceu contudo que a Investigação Agrária para um melhor desempenho deve contar com equipamentos e infraestruturas apropriadas bem como laboratórios funcionais. È importante priorizar recursos para a pesquisa.

Ainda de acordo com o Ministro Nhaca “O orgulho do IIAM deve cingir–se nos resultados reflectidos na realidade dos produtores”.

(Por Sostino Mocumbi DFDTT/DDIC)

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Em parceria com a FAO
IIAM estabelece Mecanismo Nacional de Troca de Informação sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e Agricultura

Decorreu de 6 a 7 de Março de 2008 no Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) o segundo Seminário de implantação Mecanismo Nacional de Troca de Informação sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e Agricultura. O evento enquadrado em acções de pesquisa numa parceria com a FAO, Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, visava a formação do pessoal que se incumbirá da recolha, síntese e gestão da base de dados sobre recursos fitogenéticos. Cerca de uma dezena e meia de técnicos participaram no evento que teve a facilitação dos biólogos Paulo Munisse e Carla do Vale, pelo IIAM e S. Diulgheroff pela FAO.

Refira-se que esta iniciativa grangeou maior corpo em Novembro de 2007, com a revisão da literatura relevante, consciencialização das autoridades em busca do seu apoio, indentificação dos intervenientes, elaboração do programa preliminar e preparação do primeiro seminário, o qual teve lugar a 13 de Dezembro daquele ano. Vislumbra-se que o processo culmine num terceiro e último seminário da série planificada, ora previsto para Junho de 2008, altura em que serão tornados públicos os resultados esperados desta importante acção que dicotomisa a pesquisa agrária e o desenvolvimento sustentável, na sua vertente conservacionista, a saber: uma Base de Dados, um Relatório Nacioanal sobre a Situação Mundial dos Recursos Genéticos e um Portal Web do mecanísmo e da Base de Dados.  A Base de Dados e o Portal Web serão depois disponibilizados na Internet através da FAO.

Com estas actividades de pesquisa o IIAM consolida cada vez mais a sua inserção no pamorama de instituições nacionais e internacionais que consubstanciam a implementação do Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura, de são partes contratantes os países membros do (FAO) entre outros signatários. De harmonia com uma tradução livre do referido Tratato Internacional, colocado à ractificação ou adesão de 2001 a 2002, entende-se por recursos fitogenéticos para a alimentação e agricultura o material genético de orígem vegetal com valor real ou potencial para a alimentação ou agricultura. A mesma fonte considera material genético, o material de origem vegetal, incluindo o de reprodução e de propagação vegetativa que contenha unidades funcionais de hereditariedade.

(Roseiro Mário Moreira/DFDTT)

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No Cairo, Egípto
IIAM Participou no Workshop de Biossegurança

Numa altura em que o IIAM procura estabelecer mais parcerias para o desenvolvimento das suas pesquisas na área biológica e não só, esta instituição moçambicana de pesquisa agrária desdobra-se quanto pode e se faz presente em cada vez maior número de eventos internacionais que juntam cientistas de diferentes quadrantes do globo. Com efeito, dois quadros da Direcção de Agronomia e Recursos Naturais (DARN), nomeadamente Carla do Vale e George Francisco, inscreveram o nome do IIAM na rota da biossegurança no mundo, ao se fazerem presentes no Workshop do Mecanísmo de Troca de Informação sobre a Biossegurança, realizado na Capital do Egípto, Cairo, de 10 a 14 de Março de 2008.

Fontes diversas descrevem a biossegurança em termos de uma medida de segurança tendente a controlar e a minimizar ríscos que possam resultar da exposição, manejo e uso de organismos vivos passíveis a causar adversidades ao homem, aos animais, às plantas e ao meio ambiente. O Protocolo de Cartagena sobre a Biossegurança, que vigora desde 2003, considera organismo vivo “qualquer entidade biológica capaz de transferir ou replicar material genético, inclusive os organismos estéreis, os vírus e os viróides”.  Entretanto poder-se-ia dizer que o termo biossegurança é a aglutinação da expressão “segurança biológica” na óptica do seu estudo e aplicação em prol de toda a humanidade.

No Workshop de Cairo, cerca de 50 países e mais de 100 participantes partilharam os seus conhecimentos e experiências num ambiente em que os quadros que representaram o IIAM descrevem como tendo sido bastante proveitoso. A participação em eventos de discussão e troca de informação científica sobre determinados temas da actualidade infunde mais alento e motivação nos quadros, porquanto muitas vezes estes regressam aos seus postos de trabalho com o acervo do saber acrescido podendo assim dar mais de si para a investigação no IIAM e em Moçambique em geral. É também neste prisma, que ao nível do IIAM são promovidos seminários e palestras tendo como oradores pesquisadores nacionais e de outras nacionalidades.

(Roseiro Mário Moreira/DFDTT).   

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Em Beijim, China
IIAM Capacita-se em Biotecnologia na Indústria Alimentar

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) fez-se presente no curso sobre Aplicação da Biotecnologia nas Indústrias Alimentares dos Países Subdesenvolvidos, na República da China, através da Dra Sandra Gonçalves, técnica da Direcção de Ciências Animais (DCA). O curso foi organizado pelo Ministério de Comércio através do Instituto de Investigação de Alimentos e Indústrias de Fermentação da China, e  decorreu de 21 de Setembro a 15 de Novembro de 2007, na cidade de Beijing, contando com 98 participantes pertencentes a 48 países.  O curso tinha como objectivos fornecer aos participantes conhecimentos de biotecnologia e bio-processamento e criar bases para o estabelecimento de relacionamento entre a agência de investigação da China e instituições dos  países participantes.

No curso de formação formam discutidos os seguintes temas:  biotecnologia na China, indústrias alimentares e utilização de enzimas e indústrias de fermentos; processo de produção de vinho, cerveja e outras bebidas alcoólicas; produção de etanol, aminoácidos (Lisina), ácido cítrico, mono sódio glutamato; vitaminas e amido; processamento de leite, iogurte e sumos; engenharia genética na indústria alimentar; cultivo de cogumelo e fungos; alimentos chineses fermentados.

A componente teórica da formação foi complementada por visitas de estudo às fábricas de produção de cerveja, vinhos e licores, enzimas, mono sódio glutamatos, sumos  e iogurte bem como a zona de produção agrícola. As visitas permitiram entre outros aspectos aos cursantes a aquisição de um conhecimento mais amplo sobre as potencialidades de desenvolvimento da República da China, no concernente a biotecnologia nas indústrias alimentares e possibilidades de  investigação e desenvolvimento, e uso de vegetais como cenoura e abóbora para a produção de sumos e iogurte, fora de frutos e culturas habitualmente usados.

(Antonieta Nhamusso/DCA, Américo Humulane/DFDTT).

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Oportunidades!

Veja a partir desta notícia oportunidades na SADC para treinamento sobre gestão de Terra e Água.

N.B. Para mais informações contactar o professor Rui Brito na Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal; Departamento de Engenharia Rural. Universidade Eduardo Mondlane, Campus Universitário 1, Caixa Postal 257, Maputo, Moçambique,
Telef: 1493771; Fax: 1492176; Telemóvel: 823093340.
Email: ruibrito@zebra.uem.mz ou ruibrito@asae.org

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V Seminário de Investigação

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) vem através desta informar que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) vai realizar nos dias 17,18 e 19 de Setembro de 2007, o V Seminário de Investigação em Maputo.

O evento tem como lema “A Investigação Científica na UEM e o seu papel no Desenvolvimento em Moçambique”.

Para o evento a UEM contará com a participação de instituições de Investigação e o IIAM deverá fazer parte do evento.

Este Seminário consistirá na apresentação e debate de comunicações/ Posters e na Exposição de produtos, Publicações e Tecnologias.

Os interessados deverão submeter as suas inscrições, comunicações, Posters e ou exposições junto ao secretariado do Seminário de Investigação no seguinte local:

Edifício da Reitoria da UEM, Praça 25 de Junho,
Direcção Científica, 3º Andar, C.P.257, Maputo
Telefone (21) 304405
e-mail: seminario@uem.mz ou URL: www.uem.mz/seminario

DFDTT/IIAM

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Estudo da Bio diversidade do Monte Chiperone

Técnicos da Direcção de Agronomia e Recursos Naturais (DARN) Estiveram envolvidos num estudo sobre a Bio diversidade e Conservação do Monte Chiperone.
O Monte Chiperone localiza-se a Norte de Moçambique na Província da Zambézia no distrito de Milange  40Km da sede deste distrito.
Para este estudo o IIAM contou com a colaboração de parceiros como: Kewl (Plants People Possibilities); Bird Life International; Darwin Innitiative; Forestry Research Institute of Malawi; Mulange Mountain Conservation Trust.

N.B. Para mais informações Contacte: Teresa Alves e Camila de Sousa no IIAM-DARN,ou visite Publicações na Página da DARN

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Capacitação de Técnicos do IIAM

Curso sobre Análise de Políticas Agrícolas em África

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) participou neste curso através da Dra Maria da Glória Taela e Dr Benedito Tinga, técnicos da Direcção de Ciências Animais (DCA). O curso tinha como objectivo central fornecer aos técnicos dos países participantes uma oportunidade para aperfeiçoar os seus conhecimentos sobre políticas agrícolas e contribuindo para a definição de políticas apropriadas para o desenvolvimento da agricultura nos seus países.

O curso decorreu de 23 de Abril a 18 de Maio de 2007 no Instituto Africano de Desenvolvimento Económico e Planificação, mais conhecido pela abreviatura “IDEP”, em Dakar, Senegal, e contou com a participação de 18 técnicos membros dos países lusófonos (Angola, Cabo Verde, Guiné - Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe).

O curso foi organizado em quatro módulos que foram divididos em temas. São apresentados em resumo os módulos e temas apresentados no curso:

Módulo 1 - Políticas de desenvolvimento da Agricultura e Pobreza rural em África.

  • Conceitos e noções de desenvolvimento
  • Políticas e Estratégias de Desenvolvimento Agrícola e Rural em África.

Módulo 2 - Métodos de Investigação e Instrumentos de Análise

  • Tipos de Pesquisas
  • Procedimentos de uma Pesquisa

Módulo 3 - Temas Específicos de Analise Empíricas I

  • Observação directa
  • Inquérito usando questionário
  • Entrevista em grupo (focal point)

Módulo 4 - Temas Específicas de Analise Empíricas II

  • Analise dos Sistemas de Financiamento Rural
  • Analise dos Preços e dos Sistemas de Marketing Agrícola
  • Analise do Género no Sistema Agro-alimentar

A formação teórica foi complementada por sessões práticas, nomeadamente: Apresentações e discussões de estudos de casos; Apresentações de experiências práticas de cada país e Uma visita de campo a um agricultor privado que se dedica a produção de fruteiras para a exportação e criação de animais de capoeiras (patos, galinhas e gansos) e pequenos ruminantes para a produção de leite; uma Estação Experimental de testagem e multiplicação de fruteiras nativas e exóticas e um Centro de Formação e Multiplicação de Sementes de Hortícolas. Esta visita a estes locais permitiu aos cursantes, ter algum conhecimento mais amplo sobre a realidade e potencialidades da agricultura do Senegal, particularmente, nos aspectos de produção, investigação e desenvolvimento rural.

Lições aprendidas:

  • A elaboração de um questionário deve ser precedida de uma observação directa e não o contrário.
  • O sucesso de uma pesquisa depende grandemente dos instrumentos de recolha de informação; uma elaboração incorrecta do questionário, resulta na recolha de dados incorrectos e os resultados não vão reflectir as expectativas.
  • Facultou aos participantes algumas habilidades para poder encarar com uma visão crítica ás políticas de desenvolvimento do sector agrícola
  • Abriu-nos uma visão sobre as políticas agrícolas mundiais em geral e dos PALOPs em particular,
  • Os participantes informaram-se sobre as potencialidades agrícolas e de mercados existente nos PALOPs

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IIAM promove batata-doce e mandioca resistentes a factores adversos Um Desafio na Investigação Agrária

A rama de batata-doce de polpa alaranjada que está a ser promovida junto do sector familiar no país vai passar a dispor de maior resistência a factores adversos como a seca, fruto de um trabalho de investigação e melhoramento que está a ser realizado pelo Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM). Esta instituição está envolvida em outros estudos na área de raízes e tubérculos particularmente no diz respeito ao combate à podridão radicular da mandioca que aflige os produtores de Nampula.

De acordo com o Doutor Calisto Bias director geral do IIAM, este segmento de investigação responde às preocupações que são apresentadas pelo sector familiar que carece de soluções tecnológicas adequadas para atingirem o crescimento da produção.

Com relação a batata-doce de polpa alaranjada

Os estudos estão a ser feitos em colaboração com o centro de investigação da batata com sede em Lima no Peru, onde resultados indicam que as variedades lançadas no ano passado apesar dos benefícios em termos nutritivos mostram fraca resistência a condições de extrema seca. A batata-doce de polpa alaranjada é óptima para a nutrição de crianças e adultos principal mente em regiões são ciclicamente afectadas pela seca. Neste sentido a investigação agrária está a desenvolver uma variedade de batata-doce de polpa alaranjada resistente à seca com base em cruzamentos com variedades locais. Outra componente que esta a ser adicionada tem a ver com o conteúdo de fibra para que a mesma seja mais consistente.”Já foram libertas várias variedades de batata-doce de polpa alaranjada desde o início do programa e dadas as constatações de campo os resultados esperados são encorajadores”

Sobre a mandioca

As investigações prosseguem por via do laboratório à busca da resposta a podridão radicular da mandioca, pois constatou –se que as operações de pulverização são inviáveis devido aos extensos campos usados pelo sector familiar para a prática desta cultura o que torna a pulverização insustentável.

O IIAM está a trabalhar com a Save The Children e a Care International em Nampula neste programa e estão estabelecidas a entrega de cerca de 50 mil plântulas, num programa faseado. O programa consiste na cultura de tecidos de variedades tolerantes visando garantir que as estacas a serem distribuídas estejam livres de doença.

As primeiras 5mil plântulas serão entregues nos finais do mês Junho do ano corrente para a sua multiplicação, e estima-se que já no próximo ano estarão disponíveis para a população.

Ao Terminar Doutor Calisto Bias disse que o enfoque deste programa de controle a podridão radicular da mandioca é dado as regiões de Nampula, onde mais se faz sentir este problema e enalteceu que a solução deste problema vai levar tempo atendendo o período necessário para a adesão às novas variedades que são disponibilizadas.

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IIAM na produção de semente de Batata Reno

O programa da produção de batata reno é fruto do esforço que a investigação agrária em Moçambique tem empreendido no sentido de levar a semente junto do camponês que é o potencial utilizador.
O IIAM vai desenvolver este programa em parceria com o Centro de Investigação da Batata Reno do Peru, pois segundo ensaios que estão a ser realizados naquele país há resultados que identificaram a existência de variedades que se adaptam aos nossos solos.
A escolha dos Distritos de Namaacha e Angónia segundo Calisto Bias Director Geral do IIAM, surge por imposição da própria cultura, que é bastante vulnerável a viroses que podem afectar o ciclo de crescimento em caso de infecção. Segundo indica a fonte, em zonas com altitude o risco de infecção é menor. Nestes dois distritos já está-se a trabalhar com produtores locais em técnicas de produção e conservação da semente para que possam garantir um sistema de produção sustentável. Em Moçambique nunca houve um sistema de produção de batata reno e o processo de relançamento levado a cabo pelo Ministério de Agricultura em várias províncias provou que é possível termos uma produção interna e reduzir a importação deste produto.
O DG do IIAM adiantou que a outra realidade é que de facto haja uma produção interna de sementes para reduzir a dependência do exterior, onde no processo de aquisição são impostas quotas devido à incapacidade de abastecimento a partir da fonte. O DG declarou que ainda este ano haverá já alguma semente de batata disponível para a multiplicação, e em um ano o país poderá ter semente a ser entregue aos produtores, afirmou também que o esforço é no sentido de manter as características genéticas, factor a ser garantido pelo laboratório do IIAM.
A terminar Calisto Bias disse que se impõe a realização de um estudo que identifique as necessidades reais do país e também a relação custo/ benefício pois antes dizia-se que não era viável produzir batata reno em Moçambique por causa da concorrência Sul-Africana, mas hoje já se impõe a produção de semente de batata-reno.

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Directores e Técnicos do IIAM na 1ª Reunião dos Serviços de Veterinária

A 1ª Reunião Nacional dos Serviços de Veterinária realizou-se nos dias 27 a 30/03/2007. O evento teve lugar na praia do Bilene, e contou com a participação da Directora Técnica da Direcção de Ciências Animais (DCA), Dra. Rosa Costa acompanhada por uma técnica desta direcção, a Dra. Antonieta Nhamusso, e com a participação da Directora Técnica da Direcção de Formação, Documentação e Transferência de Tecnologias (DFDTT) Dra. Paula Pimentel.

Os objectivos do encontro foram:

  • Realizar o balanço das actividades desenvolvidas em 2006 pelos Serviços de Veterinária no País, assim como avaliar o grau de cumprimento dos planos e os principais constrangimentos.
  • Delinear as perspectivas e prioridades para 2007.

Durante o encontro vários pontos foram levados a discussão, principalmente no concernente aos resultados das actividades de prevenção e controle de  doenças e seus resultados.

A DCA/IIAM, apresentou o seu informe, tendo apontado que a contribuição da  pesquisa na resolução de alguns problemas do sector produtivo poderá aumentar, mercê dos recursos adicionais que os investigadores tenham via fundos competitivos ora disponíveis. Foi também apontada a importância de serviços de diagnóstico da DCA/IIAM. Mereceu igualmente uma atenção especial a apresentação do projecto sobre a cadeia de valor do caprino, em colaboração com o ICRISAT e com o ILRI, feita pela Dra. Antonieta Nhamusso.

Do encontro saiu uma chuva de recomendações as quais merecerão a atenção de todos para o seu   encaminhamento.

A participação neste encontro trouxe uma mais valia à Direcção de Formação, Documentação e Transferência de Tecnologias da DFDTT pois ficou claro que a capacitação e formação na área da pecuária bem como a necessidade de disponibilização de tecnologias melhoradas de produção pecuária é assunto que mereceu destaque durante o encontro  e acções de seguimento terão lugar, juntamente com a DCA.

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Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) cria Escritório em África

A Embaixada do Brasil em Moçambique anuncia que foi estabelecido, desde Dezembro de 2006, um escritório regional da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária no Continente Africano (Embrapa-África) para coordenar actividades da cooperação técnica que a empresa presta aos países da região. A Embrapa-África buscará prestar treinamento, assistência técnica, serviços de consultoria e pesquisas em suas áreas de excelência com vista a promover o desenvolvimento agro-pecuário e florestal, bem como fortalecer a segurança alimentar no continente Africano.

A sede da Embrapa-África localiza-se em Acra, Gana, no campus do Council for Scientific and Industrial Research (CSIR), um organismo do Ministério de Ciência e Tecnologia local, tendo como dados de contacto, CSIR Building, P.O. Box M32, telefone: 233.28.9108159. Para mais informações sobre a Embrapa-África pode se contactar o seu coordenador, Sr. Cláudio Bragantini (e-mail: claudiobragantini@hotmail.com) ou o chefe de relações internacionais da empresa, Sr. Washington Silva (e-mail: washington.silva@embrapa.br).

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Formação de Formadores Mestre em Metodologias da Escola na Machamba do Camponês (EMC)

Um técnico da Direcção de Formação, Documentação e Transferência de Tecnologias(DFDTT) do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique(IIAM) foi formado durante 3 meses, de 27 de Novembro de 2006 à 23 de Fevereiro de 2007 na Província de Manica, em metodologias da Escola na Machamba do Camponês(EMC) como formador Mestre. A EMC é uma metodologia de transferência de Tecnologias e também ponto de convergência entre a Investigação Agrária e o Produtor. Utiliza metodologia de educação de adultos, estimula a aprendizagem dos produtores através da descoberta na resolução dos problemas locais, permite a troca de experiências duma forma sistemática e cria habilidades de Liderança e de Gestão.

mestres em emc

Figura 1: Parte dos Mestres em EMC

O Eng. Jone Mirasse que se beneficiou desta formação, diz que valeu a pena como técnico e como instituição num todo, pois que permitiu o aprofundamento das várias questões técnicas ali tratadas para além da metodologia que estava aprendendo pela primeira vez. Não só permitiu e facilitou a interação entre os participantes com diversas experiências, como possibilitou provar na prática a funcionalidade dos conteúdos técnicos aprendidos e habilidades adquiridas. Experimentou-se a sensação com que fica o produtor quando de facto é envolvido para resolver o seu próprio problema da produção sobre as alternativas recomendáveis pela investigação.

Para o Departamento de Transferência de Tecnologia aonde se encontra afecto, recomenda ser mais eficiente a utilização das EMCs em zonas onde já estão estabelecidas. Porque eles recebem a tecnologia, têm oportunidade de eles próprios ensaiarem a funcionalidade e a aplicabilidade da tecnologia e que no fim poderão decidir se adoptam ou adaptam para as suas machambas. É maior o fluxo de informação e troca de experiência dentro do grupo e  na região em geral. A motivação nos grupos de trabalho é enorme.

Tratando-se duma Direcção de Formação e Documentação onde o Departamento de Transferência de Tecnologias faz parte, é mais um curso que se pode acrescentar dentro da grelha de formações que anualmente são conduzidas para os seus clientes tanto como instituições do Estado como também para instituições não Governamentais vulgo ONGs.

Para o IIAM como instituição de investigação agrária, a capacitação dos investigadores na condução das EMCs em ensaios “on-farm” terá outro e maior impacto. As EMCs servem para quaisquer actividades que se pretendam realizar com os produtores, e uma vez que os ensaios “on-farm” para além de verificar a aplicabilidade da tecnologia nas condições do campo visa também propagandear a tecnologia junto dos usuários ou beneficiários encontrará um veículo adequado para o efeito. A EMC dota o produtor a saber fazer fazendo, experimentando, comparando, tirando ele próprio as conclusões, fazendo a monitoria e avaliação do experimento através das AESAs. O produtor assume como sendo dele para ele.

A DFDTT anuncia a todos os investigadores e outros parceiros a preparação e realização do primeiro curso em EMCs no mês de Maio/07. mais imformações estarão disponíveis na página Web do IIAM a partir de 15 de Abril próximo.

milho

Figura 2: Parcelas de aprendizagem com Milho adubado (a esquerda) e não adubado (a direita)

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III Reunião Geral sobre Sistemas utilizados na Biotecnologia, Melhoramento de Plantas e Produção de Sementes nas Culturas Africanas

Moçambique vai acolher a III Reunião Geral sobre Sistemas utilizados na biotecnologia, melhoramento e produção de sementes nas culturas de milho, batata doce, arroz e mandioca. Esta reunião vai ser coordenada pelo Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) e pela Fundação Rockfeller e terá lugar no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, de 26 a 29 de Março de 2007.

O encontro tem como objectivos (i) divulgar os resultados de investigação nas áreas de cereais, raízes e tubérculos e leguminosas de grão; (ii) fazer a demonstração científica de métodos efectivos de produção de sementes e variedades de culturas tolerantes ao stress hídrico e a diferentes enfermidades que afectam a produção agrícola, assim como a conservação pós-colheita; e (iii) promover a troca de experiência entre cientistas envolvidos na pesquisa agrária.

Participarão neste encontro investigadores nacionais envolvidos em programas financiados pela fundação Rockefeller, cientistas internacionais, financionadores de programas de pós-graduação, entre outros convidados.

A reunião terá o suporte financeiro da Fundação Rockfeller, uma fundação que em Àfrica e no sector da agricultura investe na biotecnologia, melhoramento de plantas e produção de sementes; para além disto, esta fundação fornece suporte financeiro aos programas de pós-graduação de investigadores envolvidos nas áreas mencionadas.

A reunião consistirá de (i) apresentações dos progressos alcançados pelos investigadores dos programas financiados pela Fundação, na expectativa de demonstrar os métodos mais efectivos relativos ao melhoramento genético de plantas, provimento de sementes e proporcionar aos lideres de programas a oportunidade de ligação entre si e troca de experiência, num esforço tendente a desenvolver culturas melhoradas para os produtores em África e (ii) um dia de campo a decorrer na Estação Agrária de Umbelúzi (EAU), onde serão demonstrados ensaios dos programas de melhoramento de culturas em curso no país financiados pela Fundação Rockfeller.

Para a coordenação do evento foi criado um comité constituido por Anabela Manhiça, Anabela Zacarias, Carvalho Ecole, Manuel Amane, David Mariote, Isabel Andrade e Delfina Moiane. Para mais informação, contactar Anabela Manhiça pelo E-mail: bellamanhica@yahaoo.co.uk

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IIAM PARTICIPA NO CURSO INTERNACIONAL SOBRE PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DE HORTÍCOLAS


No âmbito da cooperação entre a o Brasil e o Japão foi realizado, no Brasil, o 1º Curso Internacional sobre Produção Sustentável de Hortícolas. O Instituto de Investigação de Moçambique (IIAM) participou neste evento através da Engª Isabel Flora Lavo, técnica do Departamento de Transferência de Tecnologias (DTT) na Direcção de Formação, Documentação e Transferência de Tecnologias do IIAM.

O curso tinha como objectivo central fornecer aos técnicos dos países participantes uma oportunidade para aperfeiçoar os seus conhecimentos em tecnologias modernas de produção sustentánvel de hortícolas e assim contribuir para o desenvolvimento da horticultura nos seus países.

O curso decorreu de 20 de Novembro a 15 de Dezembro de 2006 no Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da Embrapa-Hortaliças, em Brasília-DF e contou com a presença 18 técnicos de Moçambique, Angola, Guiné Bissau, Cabo Verde, Brasil e São Tomé e Principe.

O curso estava organizado em quatro módulos nomedamente: Introdução à produção de de hortícolas; Sustentabilidade na produção de hortícolas; Produção orgânica de hortícolas e Agricultura familiar e produção urbana de hortícolas. Durante o curso foi sempre realçada a necessidade de uma produção sustentável de hortícolas ou seja produzir as hortícolas tomando em consideração a protecção do meio ambiente e a saúde humana e o uso integral de água tanto nas zonas urbanas como nas periurbanas e rurais.

A formação teórica foi complementada por sessões de formação prática que incluiram deslocações aos campos de produção onde os participantes debruçaram-se de todos os aspectos práticos de cultivo de hortícolas. Os cursantes visitaram agricultores familiares, asssociações de produtores e várias empresas agrárias e de assistência técnica, instituições de pesquisa, mercados, entre outros locais. As visitas a estes locais permitiram um maior aprofundamento de conhecimentos sobre a produção, processamento, comercialização e produção de sementes e mudas.

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IIAM na Reunião Nacional sobre Contributo da Ciência, Tecnologia e Inovação


O IIAM participou, nos dias 21 a 23 de Fevereiro 2007, no Centro de Conferências Joaquim Chissano em Maputo na Reunião Nacional sobre Contributo da Ciência, Tecnologia e Inovação para o Crescimento Económico de Moçambique.

O encontro que foi realizado sob o lema Contributo da Ciência, Tecnologia e Inovação para o crescimento económico de Moçambique tinha como objectivos:

  • Avaliar o ponto de situação sobre investigação científica realizada em 2006.
  • Sistematizar, harmonizar e estabelecer mecanismos de coordenação dos projectos de pesquisa para o ano 2007.
  • Envolver os cientistas moçambicanos na diáspora, na agenda de ciência e tecnologia em Moçambique.

Esta reunião foi organizada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e reuniu investigadores de diferentes instituições de pesquisa a do país.

O IIAM participou através do seu Director Geral Doutor Calisto Bias e Directores Técnicos nomeadamente, Paula Pimentel, Directora de Formação, Documentação e Transferência e Tecnologias (DFDTT), Rosa Costa, Directora de Ciências Animais (DCA) e José Sancho Cumbi, Director de Agronomia Recursos Naturais (DARN).

O IIAM participou na exposição organizada no âmbito desta reunião tendo exibido vários poters sobre resultados de investigação realizada nos últimos anos.

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Seminário sobre Transferência de Tecnologias Agrárias
(Em Nampula, de 6 a 7 de Março de 2007)

No âmbito do Programa Segurança Alimentar financiado pela USAID, vai-se implementar um conjunto de actividades que permitam melhorar as metodologias de identificação, monitoria e avaliação de tecnologias agrárias bem como reforçar o sistema de transferência de tecnologias e avaliação do respectivo impacto.

As actividades a realizar serão coordenadas pela Direcção de Formação, Documentação e Transferência de Tecnologias através do Departamento de Transferência de Tecnologias (DTT) e do Centro de Estudos Sócio-Económicos (CESE/MSU). Com as acções a realizar, pretende-se:

  • Aumentar o impacto dos programas financiados pela USAID (PVO) através de uma melhor selecção de tecnologias com altas probabilidades de adopção;
  • Melhorar a monitoria e avaliação do impacto das tecnologias desenvolvidas e disseminadas; e,
  • Melhorar a articulação e comunicação entre o processo de desenvolvimento de tecnologias do IIAM, dos programas PVO-USAID e respectivos parceiros ou beneficiários.

Como actividades preliminares, será realizado em Nampula, de 6 a 7 de Março de 2007 um seminário para apresentação de tecnologias libertadas pelo IIAM, em uso ou em prateleira,  bem como tecnologias que têm sido mais disseminadas pelas Organizações Não Governamentais (ONGs) e outros parceiros de desenvolvimento financiados pelo PVO-USAID. Participarão neste seminário quadros seniores do IIAM, DNEA, DPA (Nampula) e de várias ONGs como é o caso da ADRA, CLUSA-Nampula, CARE, Visão Mundial, AFRICARE, USAID, COMPETE e Food for the Hungry. Também tomarão parte do evento vários produtores agrários da província de Nampula.

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